Obesidade na gravidez pode oferecer riscos à saúde.
A nutricionista Rosane Rito não concorda com o dito popular que diz que a gestante deve comer por dois. De acordo com ela, a idéia é equivocada e pode oferecer riscos durante a gravidez. Atenta aos perigos que uma alimentação inadequada pode causar à saúde da mulher e do bebê, ela desenvolveu o tema "Obesidade e gravidez: mulheres obesas e seus hábitos alimentares durante a gravidez" em sua dissertação de mestrado no Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade materno-infantil da Fiocruz.
O estudo baseia-se na percepção de que o apetite da gestante não corresponde apenas a uma necessidade fisiológica, mas está associado a alterações psicológicas, aspectos sócio-culturais e emocionais. "Cada elemento presente na alimentação humana carrega, além dos nutrientes, uma carga expressiva de símbolos, significados e crenças", esclarece Rito. O estudo avalia ainda a importância do controle nutricional para minimizar queixas ligadas ao emocional, inclusive os desejos e aversões a determinados alimentos.
As gestantes entrevistadas valorizaram o consumo de arroz, feijão e carne, enfatizando os vegetais. Carboidratos, principalmente doces e produtos industrializados, mesmo sendo considerados prejudiciais à saúde, também são presentes no cardápio das gestantes. "Podemos perceber que o principal foco da gestante obesa é a saúde do seu bebê, sem relacionar os riscos eminentes da própria obesidade", destaca.
A pesquisadora enfatiza que a alimentação da gestante segue os mesmos preceitos de uma alimentação equilibrada, incluindo frutas, verduras e legumes, principalmente os ricos em ferro e vitamina C. Fracionar as refeições em seis vezes ao dia e tomar líquidos entre elas são outras medidas indicadas durante a gravidez.
Fonte: www.previ.com.br